Pictures of Lightning

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domingo, 27 de dezembro de 2009

DEPOIMENTO 2 (episódio onírico)



Fato interpretado cfe. estado psíquico
alterado por droga,caracterizando rea-
lidade distorcida, infundada.. Vivendo
em clima de natureza competitiva,enten
dendo-se dessa forma, e possivelmente
verdadeiro, veio a derrota ferir-lhe o
íntimo (contingência das disputas) Tor
nou-se obsessão..perdurando até que um
estado de excitação psíquica desenca-
deou o episódio. Era imperioso provar
a si próprio a capacidade de desforra;
que o livraria da sensação de inferio-
ridade. Agora o adversário não estava
presente fisicamente, mas sim na para-
nóia. Nessa peça teatral com apenas um
figurante e seu monólogo mental,seguiu
certo dia para o cemitério de uma cida
de vizinha.(Episódio onírico) porque à
realidade..acompanhava uma sensação de
sonho. O objetivo era não ser surpreen
dido; caso contrário entendia as conse
quências como imprevisíveis. Diante de
uma sepultura, colocou uma foto apoia-
da num vaso. Deu às costas indo em di-
reção à outra, sobre a qual havia uma
estátua. Permaneceu ali olhando-a por
alguns minutos, retornando em seguida
ao ponto inicial. A foto continuava
no mesmo lugar.. Sentiu-se satisfeito
e vingado.Não fôra surpreendido pelas
impressões digitais como julgou haver
sido no passado. Apanhou a foto e vol
tou a cidade de origem. O surto esta-
va instalado. Excitação, alucinações,
confusão mental, sensação de retorno
à realidade ameaçado.Disso não se li-
bertou tão cedo. Sorte ter encontrado
profissional com conhecimento à altu-
ra..para sair do labirinto em que se
metera.

Ass/Jorge Alonso

DEPOIMENTO



Ex usuário de maconha e haxixe descreve
experiência vivida com tais drogas. Em
respeito ao direito de privacidade, fi-
ca vetada sua identificação. Classifica
dos como de foro íntimo, os efeitos des
sas substâncias variam de acordo com ca
da usuário. O anônimo em questão, abor-
dado sobre percepções,sensações,descre-
ve como passou a ver a realidade após i
niciar-se como consumidor.No começo era
tudo fascinante, diz ele.O tempo não ti
nha sentido. Qualquer hora era sempre a
mesma hora. Uma "paz" reinante. Não ha-
via obstáculos nem inibições; pelo con-
trário, facilidade em se comunicar, au-
sência de censura,amor-próprio e perso-
nalidade não tinham vez...não..Parecia-
me incrível fixar o olhar numa casa por
exemplo, e ve-la isoladamente, sozinha,
como se o restante ao redor houvesse de
saparecido. Da mesma forma, numa praça,
onde havia bancas de revista, estátuas,
casais sentados nos bancos, etc..;tudo
ao mesmo tempo dentro do campo visual;
como ocorre na dimensão tida como rea-
lidade, tanto eu via assim, como cada
ítem isolado dos demais. Em outros mo-
mentos sentia apenas o ser ; apartado
das sensações físicas, como se o corpo
não existisse. Tarde me dei conta..de
que desde o início eu entrara numa vas
ta esfera fechada, que com o tempo foi
se reduzindo..até que acabei por me en
contrar numa redoma asfixiante. Não me
di esforços para sair desse inferno.Fe
lizmente consegui.

Ass/Jorge Alonso

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CURTAS E INFAMES



= O peixe-agulha tem seu habitat

nas regiões próximas da linha

do equador...

= Colocando-se um revólver den-

tro do saco de cimento, obtém-

se cimento armado...

= Apesar do peixe-macaco ser da

água salgada, índios capturaram

alguns exemplares...próximo da

Ilha do Bananal...

= O peixe-prego evita as águas

que cercam a Ilha da Madeira..

..por causa do tubarão-martelo.



Ass/Jorge Alonso

VERÃO NÓRDICO



Curto e fraco; às vezes bem aproveitado...

Época das gincanas em alto mar. Os parti-

cipantes seguem em embarcações até...os

pontos onde se encontra maior diversida-

de de cardumes... Aquela brincadeira de

quem pesca mais... quem pega o maior...

Chegando aos locais, solta-se os barqui-

nhos na água e começa a competição. Tu-

do sob controle e orientação de alguns

marujos.. Espécimes diversos, de portes

variados, capturam-se com facilidade. E

assim o dia vai passando...

Em dado momento, não muito distante

da hora do regresso, um dos marujos per

cebe ondulações na superfície, provoca-

das por leve ação do vento. Sinal certo e

inesperado, disse a um dos amigos.

No mesmo instante ordenou a todos que

atirassem no mar os objetos de metal...e

se agarrassem aos botes, afastando-se o

máximo das embarcações... Em seguida

olhou para o horizonte: um estreito bar-

rado escuro..e..típico. Não tardou, salta-

ram para a água. Nuvens acinzentadas

expandiam-se cobrindo o azul do céu...

Já se ouvia os estalos. As ondas se avo-

lumavam...fazendo com que os barqui-

nhos se dispersassem. Enquanto passa

va, a luz dos raios iluminava os destro-

ços de um barco atingido... Aos poucos

a tempestade foi se dissipando. A força

do vento em direção à costa ia reduzin

do a distância que estavam da praia...

Felizmente ninguem morreu. Seguran

do-se nos botes.., pedaços de madeira,

nadavam de encontro às luzes da orla.

Enquanto retornavam , uma garota

agarrada nas costas de um marujo,

perguntou-lhe: Que são essas garga

lhadas longínquas? São os deuses! Cos

tumam ironizar dessa forma, respon-

deu-lhe...



Ass/Jorge Alonso