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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DESFECHO



O mandante do crime, antes de ser sacrificado,

deu algumas características do assassino...

Uma sede de vingança, pelo teor da crueldade

e da perda, tornou-se obsessiva.

02 de novembro: Diante do túmulo, olhava in

conformado a foto dos tres... Em meio à multi

dão, notou estranho o comportamento de de

terminada pessoa; uma Sra aparentando en

tre 70 e 80 anos, deixava escapar um certo in

dício de relação com o momento... Disfarçada

mente, procurou gravar-lhe a fisionomia. Lo

go foi embora, não deixando transparecer o

que percebera... A caminho do apartamento,

pensou consigo: existe algo de concreto nessa

passagem. Depois disso, suspendeu as visitas

por um tempo. Devido à distância, da sacada

era praticamente impossível visualizar com

boa definição, caracteres de uma pessoa no lo

cal; a não ser utilizando-se de binóculo à altu

ra; e isso era fácil. Sondava diariamente, sem

no entanto presenciar o que lhe interessava..

Pode ser paranóia minha, pensou. Porem não

se convenceu. Corria os olhos por toda a área.

Na calçada próxima à Igreja, uma mulher ca

minhava vagarosamente em direção à entra

da. O tipo chamou-lhe à atenção, apesar de

tê-la visto de costas. Aguardou a saída.. Não

havia engano; era a própria.... Passando em

frente ao portão, viu-a olhando para o inte

rior, mais em direção ao que lhe reforçava a

suspeita. Após algumas repetições, decidiu

seguí-la até sua casa. Depois disso, passou

a sondar as imediações da residência...

Ainda que fraca, sua intuição descartava

meras coincidências. Até que um dia viu o

homem; filho dela, provavelmente...

Achara! Prosseguiu, espionando da sacada

o andamento do processo. Houve um dia

em que ela entrou, assim como em outros.

Talvez se sentisse culpada, indiretamente.

Sabia que o autor havia sido seu filho. E na

hora "h" ela seria usada como isca, infeliz

mente. Deduziu que ele conhecia-lhe as an

danças, os hábitos, etc... Portanto iria dar

pela falta no horário de costume. Chegou

o dia. Viu-a entrando na Igreja. Imediata

mente apanhou uma faca, embrenhando-

se no cemitério. Nesse dia ela não entrou.

Mas num outro, sim. Estrangulou-a trai-

çoeiramente. Com a força do ódio, des

troncou-lhe o pescoço, fazendo com que a

posição natural da cabeça se invertesse.

Tirou-lhe a manta que vestia, jogando-a

de bruços sobre o túmulo. Em seguida po

sicionou-se estrategicamente, aguardan

do eventual visita... Escurecia, e os por-

tões já haviam sido fechados. Ele já deve

ria estar dando pela falta dela. Talvez al

gum mal súbito a impedira de voltar...

Saiu à procura. Não a encontrou pelo ca

minho. A Igreja estava fechada. Enxer-

gava-se pouco nesse momento; o luar

ainda era fraco. Pulou o muro e entrou.

Vasculhava os trechos até o ponto onde

não lhe era novidade. Em meio à fraca

luz, deparou com a imagem, tentando

entender o que estava vendo. Mas não

deu tempo de entender nada. A faca en

trou-lhe nas costas. Tombou, vendo a

fria feição da vingança. Colocado ao la-

do do cadáver, teve os olhos levemen-

te perfurados, assim como todo o rosto

retalhado. Cobriu-lhe com a manta,

evadindo-se rapidamente.

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